Hey, party peeps!
Durante a nova etapa Studio 79, nós vamos conhecer um pouco mais sobre os Djs que andam movimentando a cena underground e popular da noite aracajuana. Nosso foco é evidenciar os trabalhos de quem anda trampando e pegando no batente pra trazer músicas e memórias para o público da charmosa Aracaju. Nestas entrevistas, queremos apresentar as principais influências, o dia a dia, a ralação e os prazeres de ser disc-jokey na cidade das araras e dos cajus.
Sem mais delongas, vamo nessa.
Decidi começar com a "prata da casa;'. Com vocês, nosso colaborador-colunista e Dj badass, Smoke #88.
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| Smoke #88: queimando tudo até a última ponta |
Studio 79- Vamos começar pelo começo: neste caso, o nome. Smoke porquê?
Érico Smoke - Smoke começou com uma brincadeira entre amigos por eu fumar narguilé demais e usar uma mascara de gás igual SMOKE do Mortal Kombat. São varias inspirações voltadas sempre à fumaça.
S - E dj porquê?
E.S. - Sempre gostei de e-music e de Rock. Meu pai sempre viu que eu puxava mais pro underground, aí me apaixonei por sons com bpms elevados, e me perguntei como faziam aquilo. Comecei a pesquisar e me encontrei com o som.
S- Como começou sua trajetória pelo mundo da e-music? E hoje, como ela funciona?
E.S. - Começei aprendendo a dançar psy trance em uma praça e na praia com uns amigos em Madre de Deus (Bahia), aí fui pesquisar pra tocar. Quando morava lá, rolava de tocar um eletro com hiphop e stronda, depois dei uma caída pra festinhas de colégio com funk e rap, mas incomodado porque sempre quis mostrar o meu gosto, ‘educar’ os ouvidos da galera. Depois tomei a atitude de matar meu passado e começar aprender a produzir. Hoje, digamos que pós alguns eventos - dentre eles a Craazy - formei um público e toco o que produzo, o que gosto.
S- Pra você, o que é mais difícil na noite aracajuana? E o mais fácil?
E.S. - O mais dificil é aceitação de musicas autorais, a galera é da “geração jovem pan". O mais fácil... complicado viu, não acho que existe algo fácil em nosso Estado.
S- EDM, deep, full on, dark trance, trap, acid... Muitas nomenclaturas, divergências e, às vezes, preconceito. O que voce acha das milhares de subdivisões da música eletrônica? Ajuda ou dificulta?
E.S. - Separações têm dois lados: o bom é o conceito e a admiração que o público cria por você, a crítica que chega a você e daí você faz melhorias. Mas a separação gera muito extremismo e todo extremismo é burro. Sempre digo às pessoas que me conhecem: cada música, cada estilo tem seu momento, seu ritual a ser seguido. Exemplo: jamais tocaria um Dark trance em uma boate às oito da noite; tocaria um minimal.
S- Na sua opinião, o que falta para uma consolidação mais forte da música eletrônica no Brasil e, mais especificamente, no Nordeste?
E.S. - Acho que é necessário mais uma união entre as tribos e menos críticas ofensivas. Existe um preconceito enorme com nossa profissão... se as ofensas fossem nulas, a união seria maior. Pessoas querem se divertir, procurar uma festa pra ficar louco e levar histórias.
S- Você foi recentemente chamado pra tocar no Reino Unido pela Smash Up Records! Que doidera foi essa? Explica melhor pra gente como vai rolar essa gig.
E.S. - Pois bem, meses atrás quando toquei na Holi Shots eu tava com um projeto de hardcore techno com Night Core, e recentemente, um amigo (Matheus Ferreira), foi chamado e mostrou meus projetos que, dentre eles, o que mais chamou atenção dos caras foi o de hardcore, assim como a Goa Records de São Francisco que também entrou em contato. Porém, são casos para serem estudados. Contrato com outros países é algo meio complicado, porém não significa que estou desistindo. Penso muito nisso. As oportunidades começaram a chegar agora. Tenho apenas um ano do projeto SMOKE#88. Meu amigo Denisson publicou assim que viu pessoas do Reino Unido curtindo a musica. A estrada é longa e o risco que corremos é tentar ir por atalhos.
S- Você foi recentemente chamado pra tocar no Reino Unido pela Smash Up Records! Que doidera foi essa? Explica melhor pra gente como vai rolar essa gig.
E.S. - Pois bem, meses atrás quando toquei na Holi Shots eu tava com um projeto de hardcore techno com Night Core, e recentemente, um amigo (Matheus Ferreira), foi chamado e mostrou meus projetos que, dentre eles, o que mais chamou atenção dos caras foi o de hardcore, assim como a Goa Records de São Francisco que também entrou em contato. Porém, são casos para serem estudados. Contrato com outros países é algo meio complicado, porém não significa que estou desistindo. Penso muito nisso. As oportunidades começaram a chegar agora. Tenho apenas um ano do projeto SMOKE#88. Meu amigo Denisson publicou assim que viu pessoas do Reino Unido curtindo a musica. A estrada é longa e o risco que corremos é tentar ir por atalhos.
S - Diga três nomes que andam "fritando seu circuito" atualmente.
E.S. - Astrix, Nebula Dark e Paranormal Attack.
S - Cite três artistas locais (nacionais ou regionais) que você admira (dentro ou fora do circuito eletrônico).
E.S. - Dentro do cenário eletrônico regional tem DjCuca (as produções dele me arrepiam); Maxis – (que me chamou muito a atenção o Future House que o garoto faz), e a formação improvisada do Veery Craazy com o Noiser, o Duo que os dois fizeram – foi louco uma energia sem fim, vi gente pular como se tivesse tomado litros de energético. E músicos fora cena eletro... viajo muito no Suicídio Coletivo (grind core -SE) os caras destroem na cena underground do rock regional; A banda Manifesto, daqui de Aracaju, que os caras fazem com o rock o que eu faço com a e-music, misturam sem medo de dar algo errado . Banda Maldita também, gosto da mistura do horror, música e cinema.
S - Hora do cue-cue (ou ping pong):
- Oldie (cdj, vinil, etc) ou newie (time codes em geral)?
Oldie sempre.
- Povão ou seleto?
Underground ou mainstream a maioria age igual pra mim.
- Pra tocar: energético, cachaça ou água?
Os três.
- Pra sacanear: David Guetta, Calvin Harris ou Avici?
Avici.
- Frase de pára-choque, ou melhor, de pickup:
A vida é uma RAVE: horas você curte, horas você agita e trabalha, horas você entra em transe.


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